» Teorias da Aprendizagem
A aprendizagem é uma constante busca de significados. Esta se dá a partir dos acontecimentos já vividos pelos alunos e que significado procuram construir.
De acordo com a Teoria de Aprendizagem Construtivista, todos os indivíduos constroem a própria concepção do mundo em que vive, a partir de suas próprias experiências, gerando novos modelos mentais e acomodando as novas experiências.
Para Piaget, aquilo que uma criança pode aprender é determinado pelo seu nível de desenvolvimento cognitivo, enquanto que para Vygotsky o desenvolvimento cognitivo é condicionado pela aprendizagem. Dessa forma, mantém uma concepção que mostra a influência permanente da aprendizagem na forma em que se produz o desenvolvimento cognitivo. Segundo ele, um aluno que tenha mais oportunidade de aprender que o outro irá adquirir mais informação e alcançará um desenvolvimento cognitivo melhor.

» Teorias da Aprendizagem em ambientes virtuais
Em ambientes virtuais, o aluno e o professor interagem através de uma infinidade de recursos, que possibilizam a potencialização do desenvolvimento da aprendizagem, sendo que estes recursos variam de ambiente para ambiente. Para que ocorra a aprendizagem, nestes ambientes, as atividades precisam ser envolventes, onde o launo aprenda através da descoberta ou invenção, pois em sala de aula, geralmente o aluno é passivo, dependendo sempre do professor para aprender. No laboratório de informática, o professor é quem direciona as atividades, ou seja, o professor passa a ter o papel de mediador, incentivando os alunos a buscarem a solução das tarefa e alcançar os objetivos. Sentando em grupos, eles colaboram entre si para que todos possam assim estar interagindo e construindo seu conhecimento.
Os interesses espontâneos das crianças refletem com freqüência um desequilíbrio e podem constituir fontes de motivação. O computador gera um grande interesse para os alunos motivarem-se e realizarem as atividades.
As fotos abaixo mostram algumas maneiras de colaboração e cooperação:

foto1.JPG Alunos de 1º ano (Educação Infantil) brincando em sala de aula (Hora do Brinquedo). Inicialmente com poucas colegas...
foto2.JPG Alguns minutos depois... Um grupo continuou a brincadeira, ajudando da sua maneira.
foto5.jpg No laboratório de informática...
foto6.JPG alunos da 4ª série, sentam em grupos para desenvolverem as atividades.
foto3.jpg Não importa a série e a idade...
foto4.jpg Até alunos de 7ª série demonstram interesse e cooperação diante o computador,

» Teorias de Aprendizagem e Software Educativo
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A aplicação de Teorias de Aprendizagem no desenvolvimento de software educativo consiste na procura de meios que promovam a motivação dos alunos no processo de ensino-aprendizagem. Existem 2 tendências bem definidas que podem ser adotadas de acordo com o desenvolvedor do software, sendo que o software desenvolvido por um conceptor "conducionista é, em princípio, muito diferente do produzido por um conceptor construtivista.
Numa perspectiva conducionista, a aprendizagem é concebida como um mecanismo de "estímulo - resposta". Apresenta-se ao um certo material a um aluno e espera-se uma dada certa resposta. Após esta operação o professor (ou o programa) analisa as respostas dadas e fornece a informação referente aos resultados atingidos. Por último, espera-se que os resultados positivos estimulam o aluno a interiorizar os conteúdos da sessão ou lição, e os resultados negativos o convençam a voltar a pensar. Nesta teoria o aluno é encarado de uma forma passiva, sendo frequentemente reduzido a um mero receptáculo de saberes que lhe são transmitidos independentemente do seus estados cognitivos. Em síntese, esta teoria faz tábua rasa dos conhecimentos que o aluno já possui antes de iniciar a aprendizagem, ignora também os seus interesses e ritmos de aprendizagem.
Na perspectiva construtivista os alunos são encarados como participantes ativos, onde os conhecimentos prévios, interesses, expectativas, e ritmos de aprendizagem são levados em conta. É um processo de revisão, modificação e reorganização dos esquemas de conhecimento inicial dos alunos e a construção de outros novos, e o ensino como um processo de ajuda prestado a esta actividade construtiva do aluno.O professor é encarado como um mediador entre os contéudos e os aluno, cabendo-lhe organizar ambientes de aprendizagem estimulantes que facilitem esta construção cognitiva.
Estas duas teorias de aprendizagem, são hoje tomadas como referências fundamentais na construção do software educativo.
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Software Conducionista Este tipo de software apresenta, em geral, sequências instrutivas fixas, cada passo é constituído por uma unidade limitada de saber. Através de exercícios e práticas em sequências de crescente complexidade, os alunos vão acedendo aos níveis superiores do saber. Este tipo de software revela-se particularmente eficaz e eficiente no ensino/aprendizagem de operações pouco complexas, susceptíveis de mecanização, libertando desta forma a mente para tarefas mais complexas.
Software Construtivista
Este tipo de software possibilita a expressão e exploração individualizada, permitindo que os alunos desenvolvam aspectos específicos na aprendizagem. Os "micromundos informáticos" ou a construção de "realidades virtuais" constitui o melhor modelo para a aplicação desta teoria de aprendizagem. Nestas simulações da realidade, o aluno exercita as suas capacidades cognitivos em termos construtivos. Por outro lado, neste software educativo o aluno possui igualmente um controlo significativo sobre o funcionamento do programa e os contextos onde os problemas são de resolvido. Alguns destes programas, começam justamente pela construção de uma cidade, uma fábrica ou um simples produto. À medida que o aluno avança nestas construções, sucedem-se os problemas, e este é impelido a recorrer a novos saberes, assim como é estimulado a desenvolver novas ideias e conceitos cada vez mais complexos.
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» Características de algumas das principais teorias de aprendizagem:
As teorias de aprendizagem buscam reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem, e tentam explicar a relação entre o conhecimento pré-existente e o novo conhecimento. A aprendizagem não seria apenas inteligência e construção de conhecimento, mas, basicamente, identificação pessoal e relação através da interação entre as pessoas.
Os ambientes computacionais destinados ao ensino devem trazer à tona fatores pertinentes à mediação humana através da tecnologia. As teorias de aprendizagem têm em comum o fato de assumirem que indivíduos são agentes ativos na busca e construção de conhecimento, dentro de um contexto significativo. Abaixo, encontram-se resumidas as características de algumas das principais teorias de aprendizagem:
Epistemologia Genética de Piaget
Ponto central: estrutura cognitiva do sujeito. As estruturas cognitivas mudam através dos processos de adaptação: assimilação e acomodação. A assimilação envolve a interpretação de eventos em termos de estruturas cognitivas existentes, enquanto que a acomodação se refere à mudança da estrutura cognitiva para compreender o meio. Níveis diferentes de desenvolvimento cognitivo.
Teoria Construtivista de Bruner
O aprendizado é um processo ativo, baseado em seus conhecimentos prévios e os que estão sendo estudados. O aprendiz filtra e transforma a nova informação, infere hipóteses e toma decisões. Aprendiz é participante ativo no processo de aquisição de conhecimento. Instrução relacionada a contextos e experiências pessoais.
Teoria Sócio-Cultural de Vygotsky
Desenvolvimento cognitivo é limitado a um determinado potencial para cada intervalo de idade (ZPD); o indivíduo deve estar inserido em um grupo social e aprende o que seu grupo produz; o conhecimento surge primeiro no grupo, para só depois ser interiorizado. A aprendizagem ocorre no relacionamento do aluno com o professor e com outros alunos.
Aprendizagem baseada em Problemas/ Instrução ancorada (John Bransford & the CTGV)
Aprendizagem se inicia com um problema a ser resolvido. Aprendizado baseado em tecnologia. As atividades de aprendizado e ensino devem ser criadas em torno de uma "âncora", que deve ser algum tipo de estudo de um caso ou uma situação envolvendo um problema.
Teoria da Flexibilidade Cognitiva (R. Spiro, P. Feltovitch & R. Coulson)
Trata da transferência do conhecimento e das habilidades. É especialmente formulada para dar suporte ao uso da tecnologia interativa. As atividades de aprendizado precisam fornecer diferentes representações de conteúdo.
Aprendizado Situado (J. Lave)
Aprendizagem ocorre em função da atividade, contexto e cultura e ambiente social na qual está inserida. O aprendizado é fortemente relacionado com a prática e não pode ser dissociado dela.
Gestaltismo
Enfatiza a percepção ao invés da resposta. A resposta é considerada como o sinal de que a aprendizagem ocorreu e não como parte integral do processo. Não enfatiza a seqüência estímulo-resposta, mas o contexto ou campo no qual o estímulo ocorre e o insight tem origem, quando a relação entre estímulo e o campo é percebida pelo aprendiz.
Teoria da Inclusão (D. Ausubel)
O fator mais importante de aprendizagem é o que o aluno já sabe. Para ocorrer a aprendizagem, conceitos relevantes e inclusivos devem estar claros e disponíveis na estrutura cognitiva do indivíduo. A aprendizagem ocorre quando uma nova informação ancora-se em conceitos ou proposições relevantes preexistentes.
Aprendizado Experimental (C. Rogers)
Deve-se buscar sempre o aprendizado experimental, pois as pessoas aprendem melhor aquilo que é necessário. O interesse e a motivação são essenciais para o aprendizado bem sucedido. Enfatiza a importância do aspecto interacional do aprendizado. O professor e o aluno aparecem como os co-responsáveis pela aprendizagem.
Inteligências múltiplas (Gardner)
No processo de ensino, deve-se procurar identificar as inteligências mais marcantes em cada aprendiz e tentar explorá-las para atingir o objetivo final, que é o aprendizado de determinado conteúdo.

ESCRITA POR EMÍLIA FERREIRO

Emília Ferreiro é psicóloga e pesquisadora argentina que estudou na Universidade de Buenos Aires e a partir de 1974, como docente, iniciou seus trabalhos experimentais, que deram origem aos pressupostos teóricos sobre a Psicogênese do Sistema de Escrita, campo não estudado por seu mestre Jean Piaget, que veio a tornar-se um marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita, pela criança.
Ela não criou um método de alfabetização, como ouvimos muitas escolas erroneamente apregoarem, e sim, procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Segundo Emília Ferreiro o processo de construção da escrita ocorre em cinco fases que podemos classificar como a fase dos rabiscos, onde cada um rabisca e lê o que quis escrever, a fase da união de letras, onde ela tenta juntar traços diferentes que formem letras, a fase da hipótese silábica onde a criança passa a dar valor ao efeito sonoro, alfabética onde ela percebe que escrever é representar progressivamente as partes sonoras das palavras e finalmente a escrita alfabética, onde ela compreende que cada letra tem menor valor que a sílaba e que uma palavra com duas sílabas precisam de dois movimentos da boca para ser pronunciada e que precisa de mais letras para ser escrita.
Os links abaixo trazem algumas entrevistas com a psicóloga e pesquisadora argentina Emília Ferreiro:
Quem alfabetiza com textos variados prepara melhor para a internet:
http://novaescola.abril.uol.com.br/index.htm?ed/162_mai03/html/falamestre
Números também são importantes na alfabetização:
http://novaescola.abril.com.br/index.htm?noticias/mar_03_31/index_1

HOWARD GARDNER
Gardner é psicologo americano, professor de Cognição e Educação, integrante do Projeto Zero, também leciona neurologia na Escola de Medicina da Universidade de Boston.
De acordo com Gardner possuímos sete inteligências :
Inteligência lingüística
Inteligência musical
Inteligência lógico-matemática
Inteligência espacial
Inteligência cinestésica
Inteligência interpessoal
Inteligência intrapessoal

Posteriormente Gardner admitiu a existência de uma oitava inteligência que chamou de natualista, como consta em seu mapa mental, que está associada a capacidade humana de reconhecer objetos na natureza, como explicou em uma entrevista a revista nova escola em setembro de 1997.